quarta-feira, 9 de novembro de 2016

"O Passado que virou Presente!"

       As Revoluções Populares de 1848 ou Primavera dos povos, foram uma série de revoluções na Europa Central e Oriental que eclodiram em função de regimes governamentais autocráticos, de crises econômicas, do aumento da falta de condição financeira, da falta de representação política das classes médias e do nacionalismo despertado nas minorias. Estas abalaram as monarquias europeias do período que, já haviam fracassado nas tentativas de reformas políticas e econômicas em seus países.
   Este conjunto de revoluções, de caráter liberal, democrático e nacionalista, foi iniciado por uma crise econômica na França de Felipe de Orleans e, foi a onda revolucionária mais abrangente da Europa. Ao direcionar seu governo para interesses da Burguesia, Luís Felipe de Orleans, o Rei burguês, despertou a oposição da população mais pobre, dos republicanos e também dos socialistas, grupo que se fortalecia cada vez mais na Europa, estabelecendo o cenário ideal para o levante popular que o derrubou: A Revolução de 1848. O primeiro presidente eleito para assumir a França foi Luiz Bonaparte, sobrinho de Napoleão Bonaparte. Pouco antes do final de seu mandato, em 1851, Luís Bonaparte deu um golpe de estado e implantou o Império de Napoleão III. Cerca de 50 países foram afetados, embora as revoluções fossem locais e não houvesse uma coordenação entre elas. Os levantes foram liderados por uma mistura de reformadores, de membros da classe média e de trabalhadores, que não mantiveram-se unidos por muito tempo ficando conhecido com "Primavera dos Povos". Tudo isso, não te lembra alguma coisa?!
    Nos últimos tempos, no Brasil, percebemos alguns movimentos que remetem aos descritos nos dois parágrafos anteriores, de fato com uma incrível semelhança. A tomada da esplanada dos ministérios, a invasão do congresso nacional e ontem, 08/11/2016, a invasão e depredação da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro nos faz ter duvidas em que século estamos vivendo, XIX ou XXI? Não pelos atos de vandalismo, mais pelo fato da História estar se repetindo de forma incrivelmente semelhante com o passado. Parece que mais uma vez o povo se levanta contra seus "líderes" e a pergunta que ainda não tem resposta é: O que irão, eles, fazer? Bom, fugir, mentir, enganar, persuadir...tudo isso a população já sabe que eles fazem rotineiramente e, por isso, já está preparada para não acreditar. A impressionante semelhança do passado com o presente e as previsões para o futuro do Rio de Janeiro fazem lembrar uma frase muito famosa de Karl Marx: "A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa." Ainda há muito o que aprender sobre política no Brasil. O conforto? É que já começamos a estudar!


Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro - ALERJ tomada por manifestantes contra o "pacote de maldades" do Governador Pezão. (fonte: web)
     



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